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Equipe Madre Theodora - Equipe Madre Theodora Atualizado em 27/08/2026

Oncologia

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Leucemia linfoblástica aguda: entenda o diagnóstico e os tratamentos

Entenda o que é a leucemia linfoblástica aguda (LLA), como identificar os sintomas iniciais, opções de tratamento e fatores que influenciam o prognóstico

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leucemia linfoblástica aguda​

A leucemia linfoblástica aguda é um câncer que afeta células do sangue; febre, cansaço, palidez e hematomas podem indicar alterações no sangue

A leucemia linfoblástica aguda (LLA) é um tipo de câncer que se desenvolve na medula óssea e interfere diretamente na produção das células do sangue. Por apresentar evolução rápida, a doença pode provocar sintomas em poucas semanas, como febre persistente, cansaço intenso, manchas roxas e dores nos ossos ou articulações.

A doença surge quando alterações no DNA fazem com que células imaturas responsáveis pela formação dos linfócitos, chamadas blastos, se multipliquem de maneira desordenada.

Com o avanço desse processo, a medula óssea passa a produzir menos células sanguíneas saudáveis, comprometendo a defesa do organismo, a oxigenação dos tecidos e a coagulação. Por isso, é fundamental contar com uma equipe especializada em hematologia e oncologia para confirmar o diagnóstico e definir a melhor estratégia terapêutica.

O Hospital Madre Theodora conta com profissionais capacitados para realizar a investigação da doença e oferecer acompanhamento especializado durante as diferentes etapas do tratamento.

Ele está localizado na Rua José Geraldo Cerebino Christófaro, 175 - Parque das Universidades, Campinas - São Paulo.

O que é a leucemia linfoblástica aguda e como ela age no corpo?

A leucemia linfoblástica aguda, conhecida pela sigla LLA, é um câncer agressivo com origem nas células imaturas do sangue dentro da medula óssea. Também chamada de leucemia linfoide aguda, trata-se do tipo de câncer mais frequente na infância, de acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE).

Ela representa cerca de 80% dos casos de leucemia. Em condições normais, a medula óssea equilibra a produção de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.

Na LLA, ocorre uma alteração genética no DNA das células que formam os glóbulos brancos. Esse erro celular estimula a multiplicação desordenada de linfócitos imaturos e doentes, denominados blastos.

Como essas células não amadurecem, elas não conseguem desempenhar suas funções normais de defesa. O acúmulo contínuo de blastos reduz o espaço físico na medula óssea, bloqueando a fabricação das células saudáveis.

O organismo entra em deficiência sanguínea, o que prejudica a oxigenação dos tecidos, a coagulação e a proteção imunológica.

Quais são os principais sintomas e sinais de alerta?

Os sintomas surgem diretamente pela falta de células maduras e funcionais na circulação. Conforme a produção saudável da medula óssea cai, os sinais físicos tornam-se perceptíveis em poucas semanas.

Abaixo estão as manifestações mais frequentes associadas a cada alteração na medula óssea:

  • queda de glóbulos vermelhos (anemia): fadiga intensa, palidez na pele e falta de ar ao esforço
  • queda de plaquetas: manchas roxas (hematomas), pequenos pontos vermelhos na pele (petéquias) e sangramentos no nariz ou na gengiva
  • queda de glóbulos brancos saudáveis: febre persistente e infecções frequentes
  • acúmulos de blastos: dores nos ossos ou articulações e inchaço nos gânglios linfáticos do pescoço, axilas ou virilha

Essas manifestações clínicas exigem avaliação médica rápida para descartar ou confirmar alterações sanguíneas. A persistência desses sinais é motivo para buscar atendimento com um especialista.

Quais são os subtipos mais comuns da doença?

A classificação depende do tipo de linfócito em que a mutação se iniciou. Determinar essa linhagem é fundamental para orientar o protocolo hospitalar. Veja a seguir quais são os subtipos:

  • leucemia linfoblástica aguda tipo B: afeta as células precursoras dos linfócitos B, que produzem anticorpos. É a forma mais comum tanto em adultos
  • leucemia linfoblástica aguda tipo T: acomete os precursores dos linfócitos T, células que atacam agentes invasores

O que pode causar a leucemia linfoide aguda?

Não há uma causa única ou fator prevenível conhecido para as mutações que dão origem à LLA. Essas alterações no DNA são quase sempre adquiridas ao longo da vida, sem ligação com herança genética transmitida pelos pais.

Fatores de risco identificados incluem a exposição a doses elevadas de radiação ionizante e certas síndromes genéticas congênitas, como a Síndrome de Down. O acompanhamento multidisciplinar contínuo permanece indispensável desde a confirmação do diagnóstico até a conclusão de todas as etapas terapêuticas.

Como os médicos confirmam o diagnóstico?

A avaliação clínica tem início com o hemograma completo, que aponta alterações nas contagens celulares e pode detectar a presença de blastos no sangue periférico. No entanto, o hemograma não conclui a análise.

O diagnóstico definitivo é realizado por meio do mielograma, exame que retira uma pequena amostra do líquido da medula óssea. Esse material passa por estudos citogenéticos e moleculares laboratoriais.

A identificação detalhada das alterações e subtipos genéticos ajuda a prever a sensibilidade do tumor à quimioterapia. Com esses dados, a equipe médica personaliza o plano de cuidado para aumentar as chances de sucesso do tratamento.

Como funciona o tratamento para alcançar a cura?

O foco do plano terapêutico é eliminar as células cancerígenas e permitir a regeneração da medula óssea saudável. O cuidado integra diferentes abordagens médicas planejadas em etapas consecutivas.

Quimioterapia

A quimioterapia é a base de todo o processo. O protocolo tem início com a fase de indução, cujo objetivo é destruir os blastos e restabelecer a contagem sanguínea normal.

Nessa etapa inicial, o tratamento permite atingir taxas de remissão bem altas. As etapas seguintes de consolidação e manutenção atuam para erradicar células residuais e prevenir recidivas.

Terapias direcionadas e imunoterapia

Em associação aos medicamentos tradicionais, podem ser utilizadas terapias direcionadas a alvos moleculares específicos da célula leucêmica. O uso conjunto de quimioterapia e tratamentos direcionados favorece a obtenção de remissões prolongadas da doença.

Transplante de medula óssea

O transplante de células-tronco hematopoiéticas é indicado para pacientes com perfis genéticos de alto risco ou com retorno da doença após o tratamento inicial. O procedimento substitui a medula comprometida por células formadoras de sangue saudáveis de um doador compatível.

Qual a chance de cura da leucemia linfoide aguda?

O prognóstico está associado à idade no diagnóstico, às mutações genéticas específicas da leucemia e à rapidez da resposta à fase inicial da quimioterapia.

Em pacientes pediátricos, as taxas de cura da leucemia na infância ultrapassam os 80%, diz a SOBOPE. As chances de alcançar a cura são mais elevadas nesse público.

Em adultos, embora o manejo exija esquemas adaptados à tolerância do organismo, a combinação de terapias biológicas e transplante tem elevado continuamente a duração das remissões e o sucesso do tratamento.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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